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O pastoreio controlado começa no lado de Barcelona, no parque natural de Collserola. Foto: David Zorrakino/Europa Press/Getty Images/via Veja |
As áreas propensas para incêndios florestais são entregues aos animais de pasto, que mastigam e pisoteiam a vegetação seca, que poderia crescer e virar combustível para incêndios. O espaço verde de 8.000 hectares situado sobre a cidade recebe uma média de 50 incêndios por ano, afirmou o vereador de Barcelona no comando de emergências climáticas e transição ecológica, Eloi Badia, à agência de notícias Reuters.
Embora possa parecer cômica, a estratégia segue uma técnica milenar que foi revivida para proteger a região e já tem sido empregada em outras partes do da Espanha e do mundo. Em Faia Brava, Portugal, 45 cavalos Garrano, que estão em perigo de extinção, ajudaram a conter as chamas de um incêndio que deixou 62 morto no país em 2017. No Canadá, a estratégia é similar, mas com uso de bois e vacas.
Além de ajudar na prevenção das chamas, o pastoreio traz outros benefícios para o meio ambiente. Os animais carregam sementes e fertilizam o solo à medida que se deslocam pelo terreno e nutrem a biodiversidade, já que comem diversas plantas indiscriminadamente e conseguem reduzir a vantagem competitiva de algumas que podem dominar espécies menores.
Fonte: veja.abril.com.br