Uber cobra mais caro de celular com pouca bateria?

Testes do TechTudo não confirmam correlação, e Uber nega influência do nível da bateria. Foto: Reprodução/Freepik

Nos últimos dias, vídeos nas redes sociais levantaram a suspeita de que o Uber estaria cobrando corridas mais caras quando o celular do usuário está com pouca bateria. A teoria viralizou e gerou debate sobre transparência nos algoritmos de precificação.

Testes realizados pelo TechTudo não encontraram relação entre o nível da bateria e o valor das viagens. As variações de preço observadas foram atribuídas a fatores já conhecidos, como demanda, horário, trânsito e disponibilidade de motoristas.

Debates na rede social Reddit sobre o tema. Foto: Reprodução/Yuri Neri/via TechTudo

Em nota, o Uber negou que utilize informações sobre a bateria dos aparelhos para definir tarifas. A empresa reforçou que o preço dinâmico é calculado apenas com base em condições externas.

"Quando a demanda por viagens, em uma determinada área, é maior do que o número de motoristas parceiros circulando na região naquele momento, o preço se torna dinâmico e o valor da viagem pode se tornar mais caro do que o habitual para aquele mesmo trecho. O preço dinâmico é aplicado para incentivar que mais motoristas se conectem ao aplicativo e, assim, os usuários tenham um carro sempre que precisar. Quando a oferta sobe novamente, os preços voltam aos valores normalmente praticados. De qualquer forma, o preço dinâmico sempre é informado ao usuário no momento em que a viagem é solicitada", informou a empresa, em nota.

Apesar da negativa, especialistas destacam que o episódio reacende discussões sobre a chamada "precificação por vigilância", prática em que empresas ajustam valores de produtos ou serviços a partir de dados pessoais dos consumidores. O caso reforça a importância de maior clareza sobre como plataformas digitais utilizam informações dos usuários.

Fonte: www.techtudo.com.br

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