Mulher descobre que é "alérgica" ao marido ao tentar engravidar

Após um ano de tentativas e exames inconclusivos, testes revelaram incompatibilidade genética que impede a gravidez natural. Foto: Reprodução/ITV/via Uol

O que parecia ser um caso de infertilidade sem explicação revelou-se um desafio imunológico raro para a ex-patinadora profissional Alex Murphy Klein e seu marido, Paul Klein. Em entrevista ao programa britânico This Morning, da emissora ITV, o casal compartilhou como uma condição genética fazia com que o corpo de Alex "rejeitasse" o DNA do parceiro, dificultando o sonho da maternidade.

Após o casamento em 2023, o casal esperava uma concepção rápida. No entanto, após um ano de tentativas frustradas e uma rodada malsucedida de Fertilização in Vitro (FIV), os diagnósticos convencionais não apresentavam respostas claras.

A investigação avançou com exames de sangue da Fertilysis, que detectaram uma incompatibilidade genética específica: o sistema imunológico de Alex possui o receptor Kir AA, enquanto o DNA de Paul apresenta o gene HLAC2.

Segundo Alex, quando esses dois componentes se encontram no processo reprodutivo, o sistema imunológico dela identifica o material genético dele como um "invasor" a ser combatido, em vez de permitir a implantação do embrião.

Embora o termo "alergia ao marido" tenha sido usado para ilustrar a situação, a Dra. Nighat Arif, especialista em saúde da mulher, esclareceu durante o programa que a definição técnica é diferente.

"Não é tecnicamente uma alergia. Alergia causa urticária, inchaço e coceira. O que ocorre aqui é uma decisão do útero, que é um órgão muito inteligente. Ele avalia se deve permitir a implantação ou se aquilo parece 'suspeito' ao sistema de defesa", explicou a médica.

Para superar o obstáculo, o casal recorreu à Terapia de Imunização Linfocitária (LIT). O tratamento funciona como uma imunoterapia: o sangue de Paul é coletado para que seus linfócitos sejam processados e, posteriormente, injetados em Alex. A técnica visa 'treinar' o sistema imunológico da ex-patinadora para que ele reconheça e passe a tolerar as células do marido.

Alex revelou já ter passado por quatro doses da terapia. Apesar do desconforto físico das aplicações, ela se mantém otimista. "Estamos trabalhando para encontrar o equilíbrio certo para que, com sorte, meu corpo o aceite", afirmou.

A Dra. Arif reforçou que a condição não é uma sentença definitiva de infertilidade e acredita que, com o tratamento adequado, o casal conseguirá concretizar o desejo de ter filhos.

Fonte: noticias.uol.com.br

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