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| A mulher de Cowboy, participante do BBB, foi denunciada ao ICE nos EUA por pessoas que torcem contra ele no reality, mesmo com a documentação dela em dia. Foto: Reprodução/Globoplay/via Splash UOL |
O caso envolvendo a família de Alberto Cowboy, participante do BBB 26, tornou-se um dos episódios mais graves de ataques a familiares de integrantes de reality shows no Brasil. O conflito, que começou dentro da casa, extrapolou os limites do entretenimento e atingiu a vida pessoal e a segurança de sua esposa, Priscilla Monroy, e de sua filha de 4 anos nos Estados Unidos.
Os ataques intensificaram-se após embates diretos de Alberto Cowboy dentro da casa, especialmente com participantes como Ana Paula e Gabriela. Como é comum em torcidas apaixonadas, a rivalidade do jogo migrou para as redes sociais, mas, desta vez, tomou um rumo perigoso e xenofóbico.
As tensões do BBB 26 atingiram um nível alarmante quando internautas e detratores passaram a utilizar o ICE (Immigration and Customs Enforcement), órgão de imigração dos Estados Unidos, como ferramenta de perseguição contra a esposa de Alberto Cowboy. O objetivo das ameaças era forçar a deportação de Priscilla Monroy, que prontamente veio a público desmentir os boatos e esclarecer que tanto ela quanto sua filha são cidadãs americanas com situação plenamente legal no país.
Em um desabafo contundente nas redes sociais, Priscilla lamentou a profunda falta de humanidade dos ataques e propôs uma reflexão: "Nós somos cidadãs americanas. Mas e se não fôssemos? Talvez, nesse momento, eu estivesse longe da minha filha". Ao classificar o uso de instituições imigratórias como uma "arma" de ódio, ela ressaltou que a vida de um imigrante já é repleta de desafios naturais, como a distância de entes queridos, e que transformar essa vulnerabilidade em um instrumento de retaliação por causa de um jogo é uma irresponsabilidade sem precedentes.
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| Vivendo nos Estados Unidos, Priscilla Monroy conta que haters querem denunciá-la ao serviço de imigração. Foto: Reprodução/X |
Para além das intimidações envolvendo o status imigratório, Priscilla Monroy expôs que o ódio das redes sociais cruzou uma linha perigosa ao atingir sua filha de apenas 4 anos, alvo de mensagens que ela classificou como inescrupulosas. Dada a gravidade das ofensas e o risco à integridade da criança, ela confirmou que uma equipe jurídica já está mapeando e coletando provas contra os perfis responsáveis por proferir ameaças e ataques graves. Em seu posicionamento, Priscilla foi enfática ao separar o entretenimento da vida real: embora compreenda e aceite críticas relacionadas ao desempenho de Alberto Cowboy no jogo, ela não tolerará que a segurança e a dignidade de sua família sejam colocadas em xeque por causa de um programa de televisão.
Colunistas e veículos como o UOL (Luciana Bugni) e a CNN Brasil destacaram o quão longe o ódio de torcidas de reality shows pode chegar. O caso levanta um debate necessário sobre onde termina o entretenimento e onde começa o crime de assédio e perseguição. Ex-participantes, como Sarah Andrade (aliada de Cowboy no BBB 26), também se manifestaram em apoio, ressaltando que "família não é jogo".
Fonte: www.cnnbrasil.com.br, www.uol.com.br

