Menino de 11 anos é acusado de matar o pai após videogame ser confiscado nos EUA

Polícia afirma que o crime ocorreu na madrugada, no aniversário da criança; garoto teria usado arma do cofre dos pais e confessou o disparo. Foto: Reprodução/Redes sociais/Pexels/via O Globo

Um crime brutal chocou a pequena comunidade de Duncannon Borough, nos arredores de Harrisburg. Um menino de 11 anos foi acusado de homicídio doloso após confessar ter matado o pai a tiros enquanto ele dormia. O motivo, segundo as autoridades, teria sido a apreensão de um console Nintendo Switch.

O crime ocorreu na madrugada de terça-feira (13), justamente no dia do aniversário da criança.

De acordo com a Polícia Estadual da Pensilvânia, o incidente aconteceu por volta das 3h da manhã na residência da família, localizada na South Market Street. A vítima, Douglas Dietz, de 42 anos, foi encontrada morta em seu quarto com um disparo na cabeça.

Conforme a declaração juramentada divulgada pela emissora WGAL, a tragédia foi motivada por um acesso de fúria: o menino confessou ter ficado revoltado após o pai confiscar seu videogame e mandá-lo dormir. Em silêncio, ele encontrou a chave do cofre, armou-se e disparou contra Douglas Dietz, que dormia ao lado da esposa. Jillian Dietz despertou com o estrondo e, na escuridão, foi o som do sangue pingando que a alertou para a gravidade da situação. Logo depois, o próprio filho entrou no recinto com uma confissão perturbadora: "Eu matei o papai".

Questionado pelos investigadores sobre o que esperava que acontecesse ao puxar o gatilho, o menor afirmou que "não pensou nas consequências". A criança havia sido adotada pelo casal em 2018.

O menino teve a fiança negada e permanece detido no Centro de Detenção do Condado de Perry. Uma audiência judicial está agendada para esta quinta-feira (22) para determinar os próximos passos do processo, que tramita sob forte comoção pública.

Pego de surpresa, o bairro descreveu a família como 'tranquila', tratando o ocorrido como algo impossível de prever. Diante do impacto da tragédia, o Distrito Escolar de Susquenita mobilizou uma rede de conselheiros e psicólogos para acolher alunos e funcionários. Paralelamente, uma campanha de solidariedade foi lançada na plataforma GiveSendGo, visando apoiar Jillian Dietz com os custos emergenciais e o suporte necessário durante o luto.

A investigação continua para apurar se haverá desdobramentos sobre a segurança do armazenamento de armas na residência.

Fonte: oglobo.globo.com

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