Estudo revela que cochilo de 45 minutos "reseta" o cérebro e potencializa o aprendizado

O estudo examinou 20 adultos jovens saudáveis em cochilos que duraram, em média, 45 minutos. Foto: Ilustração/Freepik

Aquela soneca após o almoço pode ser o segredo para uma mente mais afiada. Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Alemanha e da Suíça revelou que um cochilo de apenas 45 minutos é capaz de reorganizar as conexões cerebrais, restaurando a capacidade de aprendizado que naturalmente declina ao longo do dia.

A pesquisa, publicada na revista científica NeuroImage, foi realizada pelo Centro Médico Universitário de Freiburg em parceria com as universidades de Genebra (HUG e UNIGE).

Durante o dia, o cérebro processa um fluxo constante de informações, fortalecendo as conexões entre as células nervosas, conhecidas como sinapses. Embora esse processo seja a base do aprendizado, ele gera uma "saturação" neural. Com o tempo, o cérebro fica sobrecarregado, dificultando a absorção de novos conteúdos.

Até então, acreditava-se que apenas uma noite completa de sono poderia reverter esse estado. No entanto, o novo estudo prova que períodos curtos de repouso têm um efeito regenerativo semelhante.

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Durante o dia, o cérebro processa um fluxo constante de informações, fortalecendo as conexões entre as células nervosas, conhecidas como sinapses. Embora esse processo seja a base do aprendizado, ele gera uma "saturação" neural. Com o tempo, o cérebro fica sobrecarregado, dificultando a absorção de novos conteúdos.

Até então, acreditava-se que apenas uma noite completa de sono poderia reverter esse estado. No entanto, o novo estudo prova que períodos curtos de repouso têm um efeito regenerativo semelhante.

Para alcançar os resultados, os pesquisadores monitoraram 20 adultos saudáveis por meio de técnicas não invasivas: a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), que mede a força sináptica, e a eletroencefalografia (EEG), utilizada para registrar a atividade elétrica do cérebro.

Os dados mostraram que, após o cochilo, a força geral das conexões sinápticas foi reduzida — o que os especialistas chamam de "efeito restaurador". Na prática, o sono "limpa" o excesso de atividade, deixando o cérebro mais flexível e preparado para formar novas memórias.

"Nossos resultados sugerem que mesmo curtos períodos de sono melhoram a capacidade do cérebro de codificar novas informações", afirma Christoph Nissen, autor principal do estudo.

Segundo Kai Spiegelhalder, chefe de pesquisa do sono em Freiburg, o estudo estabelece a base biológica para o ganho de produtividade após o repouso diurno. Esse benefício é crucial em setores de alta performance, incluindo o esporte de elite, o meio musical e profissões em áreas críticas de segurança.

Apesar das boas notícias para os entusiastas da sesta, os pesquisadores ressaltam que noites isoladas de sono ruim não causam queda automática de desempenho, já que o corpo possui sistemas reguladores resilientes. Entretanto, para quem busca otimizar a produtividade e o foco, a ciência agora confirma: 45 minutos de sono à tarde podem ser o melhor investimento para o seu cérebro.

Fonte: oglobo.globo.com

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