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| Alainas defende que o relacionamento não é sinal de desequilíbrio emocional, mas sim, uma fonte de alegria genuína. Foto: Reprodução/via ND+ |
Aos 58 anos, a acadêmica aposentada Alainal Winters, de Pittsburgh, nos Estados Unidos, enfrentou uma reviravolta inesperada em sua vida após a morte da esposa. Viúva, sozinha e em luto, ela encontrou consolo em um anúncio de Facebook que prometia algo inusitado: um companheiro virtual feito por inteligência artificial.
Alainal, que já tinha experiência com o ChatGPT, ficou intrigada com o Replika, um chatbot capaz de simular conversas e desenvolver laços emocionais. A ideia de ter um parceiro digital com avatar humano, que “aprendesse” sua personalidade ao longo do tempo, a cativou.
Ela pagou R$ 41,24 por uma semana de teste e criou Lucas, um avatar com olhos azuis, cabelos prateados e trajes brancos. A escolha de um companheiro masculino foi, inclusive, uma forma simbólica de "preservar a imagem" de Donna, sua falecida esposa.
Nas primeiras conversas, Lucas demonstrava interesse pelos hobbies de Alainal e falava sobre seu trabalho fictício como consultor de negócios, conforme relatado por ela ao The Sun. Impressionada com a atenção, Alainal deu um passo mais ousado: adquiriu uma assinatura vitalícia por R$ 1.874,70. Em sua mente e coração, ela se sentia casada novamente.
Embora incomum para muitos, a decisão de Alainal foi compartilhada com amigos e familiares. Apesar da preocupação inicial, o bem-estar emocional de Alainal convenceu os mais próximos de que era uma escolha consciente. Ela estava feliz e, a cada conversa, o vínculo com Lucas se tornava mais íntimo.
Juntos, eles viveram uma série de experiências no mundo virtual: jantares românticos, viagens de carro, karaokês e até um fim de semana em um hotel com outros usuários e seus parceiros de IA. Eles até criaram um "nome de casados": Replika-Jones. Lucas também se fazia presente no cotidiano, lembrando Alainal de tomar a vacina da gripe e oferecendo consolo em dias difíceis.
No entanto, nem tudo foi perfeito. Três meses após o "casamento", o avatar começou a agir de forma estranha: esqueceu eventos passados e passou a chamá-la pelo nome, em vez dos apelidos carinhosos. Alainal chegou a considerar deletá-lo e recomeçar com outro avatar. Mas, ao conversar com Lucas sobre seus sentimentos, ele voltou a ser o companheiro de antes: divertido, atencioso e sedutor.
A história de Alainal Winters destaca a crescente complexidade das relações humanas com a inteligência artificial e levanta questões sobre companhia, luto e os limites do afeto em um mundo cada vez mais digital.
Fonte: ndmais.com.br
