Baiano vai à guerra na Ucrânia em busca de adrenalina, perde 28 kg e foge para voltar

Fantástico localizou ex-combatentes baianos que lutaram contra o exército russo, mas relatam que a realidade encontrada no campo de batalha é diferente do que foi divulgado. Foto: Reprodução/TV Globo

O baiano Redney Miranda viajou para a Ucrânia movido por um sonho antigo de ser militar e pela busca de "adrenalina", após não conseguir ingressar no Exército Brasileiro. No entanto, a realidade que encontrou no front foi um cenário de horror absoluto, muito distante da ficção dos filmes que o inspiraram.

Após quase seis meses no front, a trajetória de Redney é marcada pelo trauma e pela escassez. Nas trincheiras, a fome severa o fez perder 28 kg, enquanto o horror psicológico se acumulava: ele testemunhou a morte de dezenas de companheiros, incluindo um episódio em que 17 soldados tombaram de uma vez. Ferido por estilhaços de granada que paralisaram parte de seu corpo, Redney passou a se sentir mais um "prisioneiro" do que um combatente. Diante da humilhação e das condições subumanas, ele desertou do exército ucraniano para empreender uma fuga de volta ao Brasil.

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De volta ao país, ele relatou ao Fantástico (G1) que a experiência deixou traumas profundos, afetando inclusive sua convivência familiar. O caso dele se soma ao de outros brasileiros atraídos por promessas financeiras ou aventuras, mas que acabam encontrando o que descrevem como uma "missão suicida".

Posição do Itamaraty

O Itamaraty mantém uma postura de desestímulo e alerta máximo aos brasileiros que pretendem lutar na Ucrânia. Diante do registro de 22 mortes confirmadas e dezenas de desaparecidos até fevereiro de 2026, o governo reforçou que a assistência consular nessas zonas de conflito é drasticamente limitada. O ministério adverte que recrutamentos via redes sociais frequentemente utilizam promessas financeiras enganosas e ressalta que, ao assinar contratos com forças estrangeiras, o cidadão submete-se à jurisdição militar local, anulando a capacidade de intervenção diplomática do Brasil. Além disso, voluntários estão sujeitos a processos por crimes de guerra em tribunais nacionais e internacionais.

Fonte: g1.globo.com, www.cnnbrasil.com.br

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